O que pesa mais: qualificação ou QI? .           O que pesa mais na hora de uma contratação? Um bom currículo ou as relações de amizades que o candidato possui? É possível que bons funcionários consigam empregos sem contar com a "ajuda" de outras pessoas na hora da escolha? Para metade dos brasileiros que responderam à pesquisa CNT/Sensus, divulgada em 1° de fevereiro, sim: ter uma formação qualificada é o item mais importante para conseguir um emprego. Mas como driblar a grande dificuldade de profissionais com excelentes currículos em conseguir uma oportunidade junto ao mercado de trabalho? Principalmente quando estes são preteridos por outros candidatos beneficiados pela política do "QI (Quem indica)"?

          Para muitos, possuir um currículo recheado de cursos, idiomas, experiências e especializações de nada adianta se o candidato não mantém uma boa relação dentro e fora do ambiente de trabalho. A pesquisa apontou que, para 26,9% dos entrevistados, ser indicado por alguém é o que realmente importa para ingressar no mercado profissional.

          É realidade que, em muitas das vezes, profissionais com excelentes currículos ficam de fora pelo simples fato de não conhecerem ninguém que ocupa cargo de destaque naquela empresa. Para a consultora de Recursos Humanos, Daniele Rosa, o QI não pesa tanto na hora de selecionar um candidato, mas ele pode ser determinante para um desempate. "Muitas das vezes encontramos candidatos com perfis muito parecidos. Nesse caso, o 'Quem Indica' pode ser um diferencial. Mas há muitas outras maneiras de avaliar um profissional", explica.

         Por outro lado, muitos dos candidatos selecionados pela política do "QI" se encontram em situações de conflitos por não estarem aptos a exercer tais funções. O que comprova que apenas possuir uma boa indicação não garante um futuro promissor para nenhum profissional. Cabe ao candidato possuir talento e preparo para corresponder às expectativas exigidas. Às vezes, uma má indicação pode comprometer até o profissional que a indicou.

         O ideal nesse caso é aliar formação com boas relações. Uma dica importante seria participar de congressos, feiras, palestras, cursos e eventos de sua área de atuação. Esses ambientes são sempre bons para criar e ampliar um network eficiente. Pedir a um amigo que lhe apresente um outro amigo também pode ser importante. Mas nada disso adianta se não houver qualificação e talento. Por onde começar? Antes de tudo, é necessário que o profissional conheça a si mesmo e saiba que rumo deseja dar para sua carreira. Rumo ao sucesso!